Todo dia é a mesma rotina: saio de casa 7h30, chego em casa depois das 18h. Não tenho um alto salário, estou na media brasileira, não tenho negócio próprio, não vivo de vídeo bonito no YouTube que serve para iludir e ser patrocinado. Sou trabalhador comum, provavelmente igual à maioria de quem está lendo isso agora.
Entrei no mundo de pontos e milhas em 2023. Confesso: no começo achei que ia virar aquele cara que viaja toda semana, igual influencer de curso caro que posta vídeo prometendo mundo. Não é assim, e demorou pra eu aceitar e aprender sobre isso.
A realidade de quem trabalha o mês inteiro é outra: ninguém tem R$5 mil sobrando no cartão todo mês, poucos conseguem ter férias de qualidade com certa frequencia, e depois que vem filho, você só viaja em alta temporada, tudo cheio, tudo no preço mais caro do ano. Eu desanimei um pouco nessa fase, mais de uma vez.
Só que depois da minha primeira viagem tirada praticamente de graça, usando pontos acumulados durante um ano, com controle financeiro e estratégia, minha cabeça expandiu. Não é mágica e não é curso de R$2 mil. É organização, centralização de gastos e um sistema pra não deixar pontos e milhas morrerem sem usar.
Hoje quero mostrar que é possivel e está a alcance de todos, pra quem se encaixa no meu nível. Trabalhador comum, sem grana sobrando, que dá sim pra realizar pelo ao menos uma viagem de avião graça por ano, um feriado prolongado em um bom hotel. Vida real, sem fantasia de influenciador.